Olhar Ambiental

Thursday, June 01, 2006

Energias Renováveis


A Revista Forbes apresenta uma questão que vem sendo bastante discutida no país. A matriz energética. Acredito que na nossa memória ainda revive as lembranças do "apagão", mas atualmente as circunstâncias são outras. Não se discute se falta ou faltará energia ao país. O que se discute é como diversificar nossa matriz energética a luz de fatos como a recente "crise boliviana". Acho interessante colocar o ponto de vista que vem sendo discutido hoje no país. Uma linha de pensadores defende uma maior utilização das chamadas energias renováveis. Entre elas energia eólica, biomassa e até o biodíesel. Outra defende a utilização de usinas nucleares. O importante é que há essa preocupação e que se adotem as medidas necessárias para tal diversificação.

Saturday, April 29, 2006

Um olhar econômico sobre as mudanças climáticas

Por Joselmar Silva

A vingança de Gaia[1]. Mudanças climáticas e a vulnerabilidade do planeta.

"A natureza já está cobrando seu preço por meio de uma espécie de vingança, o aquecimento global. No Brasil, o problema é agravado pelo setor agrícola, que pelas queimadas potencializa a emissão de gases que contribuem para o fenômeno. Como conseqüência, avalia o cientista econômico Carlos Eduardo Young, haverá uma redivisão do mapa da produção agrícola, além de impactos nos setores da construção civil e saúde. Outros aspectos fundamentais (...) são a importância de uma reversão da política agrícola, deslocada do curto para o longo prazo e a diversificação dos cultivos. Assim o setor primário ficaria menos vulnerável às variações do clima".

[1]. Gaia: Na Grécia antiga, este grande ser vivo (natureza) era chamado de Gaia. Gaia não era uma força criadora externa à natureza, mas sua própria força criadora. Merico, Luiz Fernando Krieger. Introdução a economia ecológica. 2. ed. Blumenau: Edifurb, 2002, p. 13-13.

Monday, April 24, 2006

Europa ainda está contaminada por Chernobyl, diz estudo

Vinte anos depois do acidente na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, 40% do solo da União Européia ainda sofre um alto nível de contaminação radiativa.
A conclusão é de um estudo realizado pelos cientistas britânicos Ian Fairlie e David Sumner, a pedido do Partido Verde europeu.
Apresentado ao Parlamento Europeu, o estudo de 90 páginas se baseia em dados compilados pela Comissão Européia, órgão executivo da UE, e nas imagens de satélite tomadas nos dias posteriores ao desastre.
As fotos mostram o deslocamento da nuvem tóxica desprendida pelo acidente, composta por elementos como o Césio 137, Estrôncio 90 e Iodo 131, com radioatividade equivalente a 200 vezes a das bombas de Hiroshima e Nagasaki combinadas.
A explosão que ocorreu na unidade quatro de Chernobyl na manhã do dia 26 de abril de 1986 espalhou nuvens radiativas por um raio de entre 7 e 9 quilômetros na atmosfera.
Estima-se que 30% das 190 toneladas de combustível do reator se espalhou pela região próxima à central, situada a 110 km ao norte da capital ucraniana, Kiev, e a 16 km da fronteira com Belarus, então território da União Soviética.
"O fogo que se seguiu à explosão, abastecido por 1.700 toneladas de grafite, durou oito dias e foi o principal responsável pela gravidade do desastre de Chernobyl", afirma o relatório.
Europa Ocidental
Segundo os cientistas britânicos, as maiores concentrações de material radiativo recaíram sobre Belarus, Rússia e Ucrânia, "mas mais da metade da quantidade total de emissões" geradas pelo acidente foi parar em solos da Europa Ocidental.
Cerca de 3.900.000 quilômetros quadrados da UE receberam mais de 4.000 becquereles por metro quadrado de Césio 137 (Bq/m2, unidade de medida de radioatividade), elemento com vida média de 30 anos.
Entre essas regiões, estão 80% do território da Áustria e da Suíça, 44% da Alemanha e 34% do Reino Unido. Além disso, 2,3% da Europa Ocidental foi contaminado com níveis superiores a 40.000 Bq/m2, uma porcentagem que inclui 5% das terras de Ucrânia, Finlandia e Suécia.
O relatório ressalta que a carne de animais silvestres na Alemanha apresenta atualmente uma média de 6.800 Bq/kg, mais de dez vezes superior aos 600 Bq/kg máximos permitidos pela UE em alimentos.
Níveis similares são encontrados em cogumelos, frutas e animais silvestres de certas regiões da Áustria, Italia e Suécia.
Só na Grã-Bretanha as restrições sobre alimentos contaminados por Chernobyl ainda afetam 200.000 ovelhas e a produção agrícola de 750 quilômetros quadrados de fazendas.
Até 2005 cerca de 5.000 casos de câncer de tiróide foram registrados entre moradores da Belarus, Rússia e Ucrânia que tinham menos de 18 anos na época do desastre.
Os cientistas britânicos estimam que nos próximos dez anos "Chernobyl causará de 30.000 a 60.000 mortes por câncer, entre 7 e 15 vezes mais que o estimado pela da Organização Mundial da Saúde (OMS)", que limita esse número a 9.000.
Para a organização não governamental Greenpeace, a estimativa é ainda mais pessimista. O grupo desacreditou os números da OMC ao afirmar que o número de mortos por câncer causado pelo acidente de Chrnobyl pode chegar a quase 100 mil pessoas.
O OMS (Organização Mundial da Saúde) questionou as conclusões do Greenpeace, reafirmando que um máximo de 9 mil mortes seriam causadas pelo acidente.

Thursday, April 06, 2006

Empresas de energia apóiam redução de emissões nos EUA

Depois de rejeitar os compromissos do Acordo de Kyoto, os EUA estão discutindo um sistema próprio de redução de emissões de gases que causam o efeito estufa. Pesquisas de opinião divulgadas nas últimas semanas mostraram que a maioria dos americanos está preocupada com o aquecimento global e aprova medidas para restringir emissões de dióxido de carbono.
O comitê de Energia do Senado realizou na terça-feira um seminário e ouviu 30 especialistas sobre o assunto, iniciando um processo de consultas antes de trabalhar no texto da legislação.
A lei só será discutida e votada no ano que vem, para evitar as eleições legislativas deste ano. O sistema teria limites para emissões e negociação de créditos entre as companhias, de maneira semelhante às regras de Kyoto.
As duas maiores distribuidoras de energia do país, Duke Energy e Exelon, declararam-se favoráveis à regulamentação ambiental pela primeira vez, juntando-se a empresas menores, como Sempra Energy e PNM Resources. As companhias opuseram-se à entidade que representa as empresas do setor, Edison Electric Institute, que é contra a regulamentação.
A presidente da subsidiária nuclear da Duke, Ruth Shaw, disse que tanto "clientes quanto acionistas precisam ter menor incerteza" em relação ao futuro regulatório. A companhia quer investir em geração e precisa saber a regulamentação antes de desenhar as plantas.
Nos EUA, a maior parte da emissão de carbono ocorre em usinas termoelétricas que usam carvão e gás natural para gerar energia. As empresas mais dependentes do carvão são contrárias às restrições, porque terão que gastar mais para reduzir as emissões. Southern Co. e American Electric Power são alguns exemplos. Várias estão investindo em novas tecnologias para continuar usando o carvão, mas com menor emissão de poluentes.
O republicano Pete Dominici, que preside a comissão de energia do Senado, diz que o seminário foi o "ponto inicial" para tentar chegar a um consenso sobre a lei.
Durante o seminário, o vice-presidente da Southern, Chris Hobson, disse que as empresas já estão reduzindo voluntariamente as emissões. Outras fontes da indústria, porém, acham que, se não houver obrigação, as empresas investirão muito mais lentamente. "Não podemos confiar só em iniciativas voluntárias", disse a representante da Duke. A sugestão das empresas é que o setor de geração seja o primeiro a receber limites obrigatórios de emissões.
Para algumas empresas, o problema é que, sem uma legislação federal, vários Estados estão fazendo regulamentações próprias que tornam o marco regulatório irregular e difícil de prever. Segundo a Sempra, 20 Estados americanos (entre eles a Califórnia) estão estudando o assunto.
O debate sobre aquecimento global é antigo e nunca gerou legislação nos EUA. Mas o apoio público à questão cresceu desde o ano passado, com o aumento da violência de furacões que atingem periodicamente o sul dos EUA. Um exemplo foi o furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans. A percepção do público é de que os recentes fenômenos climáticos estão ligados ao aquecimento global.

Tuesday, April 04, 2006

Economia ecológica

"Necessitamos de uma visão de mundo que permita a construção de novos paradigmas na relação entre sociedade e ambiente natural. É preciso perceber que o conjunto de valores que direciona nosso desenvolvimento econômico e, conseqüentemente, nossa relação com o ambiente natural, encontrou uma barreira intransponível: os limites da biosfera.”
(MERICO, 2002, p. 15).

É certo que a relação homem-natureza vem mudando de forma cada vez mais rápida e, ao mesmo tempo preocupante neste século. Nos primórdios, o homem encarava o meio ambiente como algo maior que suas próprias ações. O homem, até certo ponto, era refém da natureza. Dependia dela para sua própria subsistência. Desenvolveram-se os instrumentos, as tecnologias e com elas novas formas de dominar este “ser” maior. O homem parte, então, para controlar, através de suas ações a natureza. O conhecimento científico difunde-se e a visão humana de mundo muda de um enfoque religioso para científico. Portanto, a ciência afasta o homem da religião. Com ela novos hábitos são difundidos.

No século XXI, especificamente, a ação do homem sobre a natureza tem sido muito acentuada. A ocupação, extração e consumo de recursos naturais indicam que diversos limites da biosfera foram ultrapassados. E o limite do processo de desenvolvimento econômico (hoje muito confundido com crescimento econômico) é dado pela capacidade de regeneração do meio ambiente. Este está cada vez mais reduzido.

Minhas ultimas leituras, fora as da monografia, dão conta de uma forma alternativa de enfoque econômico ambiental. Falo da economia ecológica. Essa vertente tem surgido com força nas ultimas décadas. Atentam para uma mudança de paradigmas na abordagem econômica para com o meio ambiente. Sua concepção mais abrangende dá conta que a economia é subsistema de um sistema maior. Ou seja, a economia esta limitada, no seu processo de crescimento ilimitado, pelo meio ambiente. Seria então o fim da economia de mercado? Aquela que prioriza o crescimento ilimitado?

Estas são questões interessantes que podem render vários post. Mas, para sintetizar o tema procuro falar um pouco da economia ecológica e tentar mostrar que o problema atual parece ser a escala da economia em relação ao meio ambiente. Outros pontos também merecem destaque como a própria sustentabilidade.

MERICO, Luiz Fernando Krieger. Introdução à economia ecológica. 2. ed. Blumenau: EDIFURB, 2002.

Sunday, April 02, 2006

Blog do Meio Ambiente

Decidi criar o Blog "Olhar Ambiental" para discutir em um espaço apropriado o tema ambiental. O interesse pelo tema foi me despertado em 2004. Especialmente por um trabalho que desenvolvi sobre a cobrança pelo uso da água.

Neste trabalho de pesquisa muitos textos, dissertações, teses, etc foram coletados e organizados. Então é hora de falar um pouco mais disso. Mostrar um pouco dos resultados.

Acredito que isso é válido, pois pode ter outras pessoas também interessados nessa discussão. Portanto, este blog está aberto a discussão e até possíveis contribuidores.